“Sabia que tinha alguma coisa fora do lugar em mim. Eu era uma soma de todos os erros: Bebia, era preguiçoso, não tinha um deus, idéias, ideais, nem me preocupava com política. Eu estava ancorado no nada, uma espécie de não-ser. E aceitava isso.”

Charles Bukowski

“Já não sei mais o que sinto, só sei que dói.”

Poesografias

“Quando a gente acha que chegou no fundo do poço, sempre descobre que pode ir ainda mais fundo. Que escrotidão.”

Charles Bukowski

“Vai ver eu lia histórias demais. Porque vivia pensando em outras que não a minha. Lá pelas tantas da madrugada, quando não havia chance de ninguém ler meus rodeios pelo buraco dos olhos, eu imaginava por alguns minutos embaçados como seria ser outro alguém que não eu. Depois espantava esse nevoeiro todo com as mãos e cerrava os olhos num segundo, porque eu sempre fui feliz assim, lembrava. O silêncio e a escuridão reinavam mais uma vez entre as cobertas. Quando via, me sorria um outro amor que não o meu, e que certamente não existia, mas que cantarolava uma dessas bandinhas de garagem que ninguém escuta, mas que sempre embalaram o meu coração. E esse amor, que não era o meu na vida do lado de fora, também me escrevia poesia e fotografava rosas na minha vida do lado de dentro. Vai ver eu via fotografia demais. Porque nesses flashs corriqueiros tudo me sorria mais bonito, com cores mais intensas, como se fossem retratos feitos em um desses parques temáticos, onde o mundo parece outro até na cor do céu. Nesses flashs eu aparecia com outras roupas, que não as minhas, e com outros sonhos. Que talvez fossem meus, porém guardados do lado de dentro. Eu aparecia e nem tinha o mesmo nome, nem esse rosto assim tão frágil. Fechava os olhos para não me ver assim tão alguém que não eu e me beliscava a mão para manter os pés bem presos à cama e dentro das meias. Tudo bem. Eu continuava tendo o mesmo cheiro de shampoo de antes. Ainda vestia o mesmo pijama de poá. O meu amor ainda era o mesmo, que não sussurrava bandinhas bonitas e nem entoava poemas. Os meus vestidos floridos continuavam no armário. Vai ver eu pensava demais.”

Rio-doce

Odeiam os realistas, odeiam os sonhadores.
Bebem, mas tem nojo de gente que cheira à cachaça.
Traem, mas apontam os traidores.
São terroristas, mas querem combater o terror.
Se calam, mas são indiferentes com os calados
Subtraem, e odeiam os que somam demais.
Querem amor e não dão amor.
Querem a verdade e mentem.

ruass


Há 20 horas, com 482 notas - reblog
“Ela abraçou a noite
transou com o caos
do desastre herdeiro
nasceu o amor pela escuridão
quando a noite chegava
ela se deitava no céu
as estrelas eram suas lágrimas
a escuridão o seu amante
o desastre herdeiro
era seu filho, o amor.”

A.L. | Darkness

Eu sempre estrago tudo,
eu sempre estou fugindo
e voltando 
e fugindo
e correndo
e relutando
em tudo de bom que tenho aqui.

Eu estava na porta de saída da sua vida,
segurando outra mão,
sorrindo por finalmente partir,
sem ser totalmente em vão,
mas algumas sinas são impossíveis de se evitar.

Eu estou aqui,
você sabe que eu não vou ficar
(nunca fico)
mas podemos sentar, beber café e conversar,
podemos sorrir, brincar e cantar,
podemos ser felizes sem pensar em relutar?

Só hoje querido, só hoje.

Yasmim Carvalho


Há 20 horas, com 288 notas - reblog
Sobre espelhos

Deveriam inventar um que refletisse a alma.


Há 20 horas, com 752 notas - reblog
Meu olhar é o caos

Não se apegue demais ao meu caos,

acredite, ele pode parecer fofo

mas é assustador.


Há 20 horas, com 37 notas - reblog

Todas as partes do seu corpo gritavam por ajuda. Menos sua boca.


Há 20 horas, com 483 notas - reblog

Quando o céu chorar, chore junto. Refresque um pouco a terra e a mente.


Há 1 dia, com 68 notas - reblog
“Ei eu gostaria de saber o que tem dentro de você? Flores, dores ou amores?”

Antonio

Nota I

As nuvens tem impulsos nervosos.


Há 1 dia, com 71 notas - reblog